Missões Oficiais

Missão à Europa

MISSÃO SOBRE COOPERATIVISMO PARA EUROPA

Período: 23 de setembro a 6 de outubro de 2013

Roteiro:

Bilbao – Espanha

Veneza – Itália

Bolonha – Itália

País Basco

 25 de setembro, quarta-feira

1)    Reunião com a Sra. Leyre Madariaga, Diretora de Relações Internacionais do Governo Basco.

2)    Reunião com a Sra. Lorea Soldevilla, Secretária Técnica da Confederação de Cooperativas da Comunidade Autônoma Basca (Euskadi).

   

26 de setembro, quinta-feira

 

3)    Reunião com a Sra. María          Ubarrechena, Diretora de Economia Social do Governo Basco.

4)    Reunião com o Sr. Fernando Fernandez de Landa, Diretor para a América Latina do Grupo Cooperativo Mondragón (MCC)

5)     Apresentação da cooperativa Mundukide

 

27 de setembro, sexta-feira

 

6)    Reunião com a Sr. Bittor Oroz, vice ministro de agricultura, pesca e política alimentária do Governo Basco;

7)    Sr. Asier Arrese, diretor gerente da HAZI (coorporação do Governo Basco para o Desenvolvimento Rural);

8)    Sr. Josu Ezkurdia, diretor geral da NEIKER TECNALIA (instituto basco de investigação (pesquisa) e desenvolvimento agrário);

9)    Sr. Rogelio Pozo, diretor geral da AZTI TECNALIA (centro tecnólogico especializado em investigação marinha e alimentária).

10)  Visita in loco à cooperativa Electra Vitoria Orona de elevadores. Acompanhamento do Gerente, Sr. Igor Etxabe e do Presidente do Conselho Diretor, Sr. Fernando Ganzabal.

 

Itália

30 de setembro, segunda-feira

1) Cooperativa Tamiso, Mercado Agroalimentar do município de Pádoa na região do Vêneto;

2) Empreendimento Rural Familiar que trabalha com o conceito de produção Biodinâmica;

3) Visitação a Cantina Colli Euganei, Cooperativa de Produtores de Uvas e Vinhos na região serrana de Veneto.

 

01 de outubro, terça-feira

1) Governo de Veneza

2) Camara de Comércio

 

02 de outubro, quarta-feira

1) FAO (Roma)

2) Confederação das Cooperativas do Veneto (Veneza)

 

03 de outubro, quinta-feira

1) Lega COOP

2) Governo da Emília Romana

3) Ida ao município de Tamiso conhecer um empreendimento de produção de sorvetes artesanais.

 

04 de outubro, sexta-feira

1) ICEA sobre Cetificação Orgânica (Bologna)

2) Visitação a Cooperativa de produção de Uva e Vinho (Bologna)

3) A Politica de reciclagem na região da Toscana (Firenze)

Integrantes:

Lana Falk – Assessora de Cooperações Internacionais

Fábio Floroiano – Assessor de Cooperação e Relações Internacionais

Marisa Formolo – Deputada Estadual PT – Comissão de Saúde e Meio Ambiente

Nelsa Nespolo – Diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária

Inácio Benincá – Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo

Diretor da Divisão de Cooperativismo da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo

Jaime Miguel Weber – Chefe de Gabinete da Presidência da Emater

Emerson Falleiro – Cooperativa de Produção Cristo Rei – Cooperei

Isabel Cristina Cunha – Cooperativa Mista do Trabalho e Produção Bom Samaritano – Cooperbom

José Alberto Johan – Cooperativa de Consumidores de Produtos Ecológicos de Torres  - Ecotorres

Clóvis Eduardo Aguiar – Cooperativa de Reciclagem Litoral Sul – Cooarlas

Mário Antônio Farina – Cooperativa Central Agrofamiliar – Agricoop

José Paulo Silva – Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul – Fecovinho

Ildo Lemes da Silva – Cooperativa Central dos Assentamentos do RS – Coceargs

Atividades realizadas:

Dia 25 - reunião com a diretora de Relações Internacionais do governo Basco, Leyne Madariaga e apresentação as Comunidade Autônoma Basca, na sede do governo Basco

 

Considerações:

Visita à Udapa - 0 cooperativa de batatas que tem seu mercado na União Europeia e especialista em comercialização de batatas. É uma cooperativa de 2° grau mista, vinculada ao setor agroalimentar e participa de outras três cooperativas em 1° grau

Procapro - Cooperativa de Produtores (provê) – 40%

Proagral – Cooperativa de Trabalho Associado (gestiona) – 40%

Ipar Kutka – Cooperativa de crédito (financia) – 20%

Esta é a participação dos sócios. Os aportes são obrigatórios.

Cultiva a cultura do entendimento através do pacto por um produto de qualidade. A produção orgânica vendida pela cooperativa vem do sul da Espanha e da França. Garantem produtos para clientes durante todo o ano. Por isso comercializam também produtos de não sócios. Garantem qualidade, inovação e segurança alimentar.

A tendência aponta para a produção de pratos preparados em escala industrial, dando qualidade e estática.

OPbservação: A batata é o 4° produto mais consumido na economia europeia, perdendo somente para o trigo, arroz e o milho.

Os resíduos são vendidos assim como papeis e plásticos. Antes os eles pagavam, para se desfazerem dos resíduos.

A cooperativa não distribui resultados e investe na expansão dos negócios. Os associados podem retirar o capital em caso de doença.

Valorização: Um sócio que aplica entre $ 30 a 70 mil tem seu capital valorizado a até $ 170 mil.

Comercialização;: a cooperativa faz prospecção de novos mercados “Não basta produzir; é preciso vender”. Só a estrutura mercantil deixa as cooperativas fortes”.

Resumo/lições:

A grande solução que as cooperativas estão encontrando é se integrarem em redes de empreendimentos (cooperativas), para o desenvolvimento dos sistemas locais e cadeias produtivas regionais.

A federação e a confederação representam todas as cooperativas. Elas e uniram para unificar suas vozes numa só voz.

 97% das cooperativas estão federadas

O seu sucesso está vinculado à sua inovação e à sua sustentação econômico-financeira à inclusão social de todos os sócios.

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Ciuzia Ioppi – Serviço de Coordenação políticas sociais e socioeducativo

 

 

Reunião em Bologna – Itália

I.C.E.A. –

Giovani Cavinatto – presidente

Antônio Compagnoni – relações internacionais

Apresentação Giovani Cavinatto – iniciou apresentando a revista  (?????) que está há 25 anos divulgando as experiências e propondo o avanço do movimento orgânico, dos grupos regionais com poucos grupos de agricultores. Há 25 anos havia 1.000 e hoje são 50 mil, sendo 5.000 na România.

Vendem para outros países da Comunidade Europeia.

Vai crescer 8%, apesar da crise. “Aqui, 3% da produção é orgânica e quase 10% da superfície cultivada é de agricultura orgânica. A 50 anos atrás tudo era orgânico. Temos o ideal de voltar a ter pequenas cooperativas com solidariedade e auto-gestão. Há 25 anos os sindicatos dos agricultores não achariam viável.

Não foi a política governamental que criou a produção rogânica, mas foi a sociedade 

 

 

 

Encaminhamentos da Missão:


1)    Termo de cooperação com a região do Vêneto sobre tecnologia e maquinário para o sorvete.

2)    Rodadas de negócios entre as cooperativas de economia solidária por meio da Câmara de Comércio da região do Vêneto.

3)    Troca de tecnologia para coleta e reciclagem com Empoli.

4)    Projeto de cooperação com a Mondragon para formação / qualificação (foco em quem exatamente?).

5)    Projeto de cooperação com o ICEA para criar um instituto de certificação.

6)    Cooperação com a Mundukide para troca de experiências / formação / qualificação da gestão...

7)    Abertura de um espaço de cooperação da FAO entre as cooperativas da América Latina por meio do escritório do Chile.

8)    Missão ao Chile em 30 e 31 de outubro.

9)    Material sobre as cooperativas gauchas para publicação da FAO / ONU.

10)    Deputada Marisa Formolo convidada para evento no Parlamento do Vêneto.

11)    MacFrut 2014, ExpoMilão 2015 e SANA 2015 (?).

12)    Adaptar acordo existente de cooperação com a região do Vêneto.

13)    Material das cooperativas sobre porque a Missão foi importante para estas.

 

 

 

A deputada Marisa Formolo (PT), exercendo a função de secretária-geral da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo, integra a partir da próxima segunda-feira, dia 23, a missão do governo do Estado sobre cooperativismo na Europa. A comitiva, composta por representantes do governo do Estado e cooperativas gaúchas, visitará as cidades de Bilbao (Espanha), Veneza e Bolonha (Itália) com o objetivo de captar experiências de algumas das principais cooperativas do mundo, tanto do ponto de vista do funcionamento e estrutura interna das mesmas quanto das políticas públicas dirigidas pelo setor responsável dos governos, como o apoio à promoção, o financiamento, os marcos legais e os principais programas governamentais dirigidos ao cooperativismo.

Juntamente com a deputada estarão autoridades da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência técnica e Extensão Rural (EMATER) e do Departamento de Incentivo Fomento à Economia Solidária da Secretaria de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (SESAMPE) e representantes de cooperativas gaúchas. A ideia é tentar estabelecer contato e formar redes entre as próprias cooperativas, gerando laços de solidariedade entre as economias de nossas regiões e abrindo caminho para parcerias. “Temos que incentivar o cooperativismo porque através das cooperativas, muitas famílias se organizam para obter o próprio sustento e gerar empregos”, afirma Marisa.

Em Bilbao, na Espanha, a comitiva visitará a Corporação Mondragón - grupo de cooperativas do País Basco, reconhecida como o maior grupo cooperativo do mundo e o sétimo maior grupo empresarial da Espanha - e terá reuniões com autoridades locais . Nas cidades de Veneza e Bolonha, na Itália, onde há igualmente cooperativas com reconhecimento mundial, serão visitadas as principais cooperativas urbanas e agroindústrias da região, que inclusive já possuem relação consolidada com setores do cooperativismo do estado do Rio Grande do Sul, por meio de projetos de Cooperação Internacional.

 

No segundo dia da missão do Governo do Estado à Europa, nesta quinta-feira (26), para intercâmbio no cooperativismo agrícola, a comitiva gaúcha visitou a sede do Grupo Mondragón, na região do País Basco, na Espanha, maior conglomerado de cooperativas do mundo. No encontro, foi debatida a viabilização de intercâmbio com a experiência europeia, além de capacitação de gestores na área. 

De acordo com o diretor para a América Latina do Mondragón, Fernando Fernandez de Landa, a empresa, criada em 1956, conta com 105 filiais no exterior, com faturamento anual de €15 bilhões. Landa destacou que, durante a crise econômica de 2008, os membros da cooperativa optaram por baixar o próprio salário, sinalizando o alto nível de consciência coletiva. 

Na ocasião, a delegação gaúcha foi apresentada ao modelo da Fundação Mundukide, vinculada ao Mondragón, que tem como princípio a união de trabalho e solidariedade na busca da transformação social.

Segundo a assessora de Relações Internacionais do Governo do Estado, Lana Falk, a fundação tem ainda a proposta de compartilhar experiências e conhecimento, visando mobilizar a sociedade global para o trabalho cooperativo. "A Mundukide ajuda na criação de cooperativas e na sua gestão, fomentando o desenvolvimento socioeconômico e o fortalecimento organizacional", informou. 

"Uma das questões centrais que tem dificultado o avanço das cooperativas do RS é o tema da gestão. A experiência do Grupo Mongradón pode nos ajudar a desenvolver, capacitar e organizar nossas entidades", afirmou o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), Inácio Benincá.

Também durante o encontro, foi proposto pela Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), um curso de formação para gestão com base na experiência e na tecnologia espanhola, além de um intercâmbio de capacitação técnica dentro do programa de extensão da SDR, possivelmente para o próximo ano. "A ideia, é promover uma troca no campo da economia solidária, qualificando as cooperativas gaúchas", afirmou a diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária (Difesol), Nelsa Nespolo.

À tarde, os integrantes da missão foram recebidos pela diretora de Economia Social do País Basco, María Ubarrechena, que demonstrou interesse em desenvolver parcerias com o Governo do Rio Grande do Sul. O órgão promove o fomento à criação de estruturas associativas para o desenvolvimento comercial e presta auxílio à criação de novas cooperativas, além de dar assistência técnica para formação e legislação. 

Neste sábado (28), a missão, integrada ainda por representantes da Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e de sete cooperativas gaúchas, dá início às agendas na Emília-Romagna e Vêneto, na Itália. 

                                                                                                                             

 

Parcerias com setor cooperativista gaúcho e europeu podem ser concretizadas

 

 

A perspectiva de serem firmadas parcerias entre os setores cooperativistas da Espanha e da Itália com representantes gaúchos que visitam os dois países europeus, há uma semana, já é um fato concreto. Esta é a avaliação do diretor de Cooperativismo da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (DCOOP/SDR), Gervásio Plucinski. “Uma parceria concreta entre o governo gaúcho e os locais visitados até agora (País Basco/Espanha e Itália) é bem possível de ser efetivada. O fortalecimento do setor cooperativista no Rio Grande do Sul, a partir de um intercâmbio com a Europa, visando novas práticas de gestão em cooperativismo, é algo que se pode concretizar em breve”, afirma o diretor.

Com roteiros que incluem visitas a cooperativas e a propriedades rurais, além de debates com integrantes dos governos das localidades visitadas, os integrantes da missão gaúcha têm boas expectativas para o futuro. Inácio Beninca, chefe de gabinete da SDR, disse que a missão coordenada pelo Governo do Estado, da qual faz parte um conjunto de cooperativas, está permitindo que os integrantes do grupo adquiram bastante conhecimento a ser transmitido às suas entidades, além de permitir futuras parcerias.

Nas agendas cumpridas na segunda-feira (30), a primeira visita da comitiva foi a à Cooperativa El Tamiso, fundada em 1984, em Pádua, na Itália. A Cooperativa tem 50 associados, que produzem produtos orgânicos, hortifrutigranjeiros e está estabelecida em um espaço público, semelhante à Ceasa (Centrais de Abastecimento do RS), de onde faz a comercialização para os mercados tradicionais. Segundo Gervásio Plucinski, outra forma de comércio desta cooperativa é por meio de um programa em que são fornecidas cestas, semanalmente, para 400 famílias cadastradas na cooperativa. Por esta forma, são priorizados alimentos da época. Porém, o que se destaca é a recuperação de produtos que não se produziam mais naquela região. “Com isso, se busca e se garante uma alimentação mais saudável e apropriada para a população”, avalia Plucinski.

Segundo informações repassadas durante à visita a El Tamiso, a cooperativa aumenta em torno de 20% a comercialização da produção. “Mesmo a Europa (Itália, no caso) em crise, cresce o consumo de alimentos saudáveis. Há um espaço enorme para este tipo de produto, de maior qualidade, que agrega valor à produção”, afirma Gervásio Plucinski. Membros da cooperativa afirmaram que é preciso mudar mais do que a agricultura, mas a cultura das pessoas.

Associado

Outra agenda realizada foi visitar um agricultor associado à cooperativa El Tamiso. A produção é voltada para o ramo da homeopatia na propriedade. Segundo o agricultor, que atua há 18 anos no ramo, o custo para produzir é muito baixo, sem uso de fertilizantes e, assim mesmo, a produção aumenta. A alegria maior do agricultor é que o filho dele, formado em Engenharia Florestal, está voltando para a propriedade para continuar o negócio da família.

Vinhos

A visita a uma cooperativa de vinhos foi a última agenda realizada pelos representantes do setor cooperativismo gaúcho na missão européia. A cooperativa visitada foi fundada em 1949, conta com 600 pequenos agricultores, que produzem numa área aproximada de 600 hectares. A produção se divide em vinhos brancos e tintos e a colheita é 85% manual e 15% mecanizada.

Emater

O chefe de gabinete da Emater, Jaime Weber, integra a comitiva gaúcha na missão. Ele comentou que a qualidade biológica da produção orgânica é muito superior quando comparada à agricultura convencional. “Nas visitas a cooperativas e em propriedades rurais, percebemos que a qualidade visual dos produtos orgânicos não deixam a desejar, comparando-se à produção convencional. Por outro lado, a cooperativa não dá conta da demanda e há necessidade de se aumentar a produção para atender toda a demanda que tem crescimento anual. Ou seja, assim como no Brasil, na Itália, também existe um bom futuro para a produção orgânica”.