Frentes Parlamentares

Agroecologia

Comissão Julgadora do “Prêmio Pioneiras da Ecologia”

 

1. Cíntia Barenho:

Possui graduação em Ciências Biológicas pela UFPel e Mestrado em Educação Ambiental pelo PPGEA/FURG. Desenvolve trabalho e projetos no Centro de Estudos Ambientais (CEA), desde 2004. O CEA é entidade ecológica que surgiu em Rio Grande no ano de 1982.  Atualmente é conselheira no Comitê Assessor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). Suas principais áreas de atuação são: Ed ucação Ambiental, Etnoecologia, Agenda 21, Sustentabilidade, Metodologias Participativas, Ecocidadania, Agroecologia, Ecofeminismo.

 

2. Livia Zimermann:

Filha da Hilda Zimmermann, uma das homenageadas no prêmio Pioneiras da Ecologia, formada em Relações Públicas com a tese sobre a degradação das Ilhas do Delta do Jacuí; orientadora em Educação Ambiental; Foi coordenadora da Entidade União pela Vida; fez mestrado em Saúde coletiva; trabalhou na Secretaria do Meio ambiente de Torres; foi diretora da Associação Amigos da Amazônia Brasileira e por último, em 2012, escreveu o livro “Ações que mudaram a História – A saga de Hilda E. Wrasse Zimmermann & sua agenda socioambiental”.

 

3. Maria José Guazeli:

É engenheira agrônoma, formada pela Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),criou, no estado do Rio Grande do Sul, a primeira fazenda-modelo de treinamento que incorpora e combina todos os aspectos da agricultura agroecológica - o Centro Ecológico Ipê, que desde 1985, trabalha para viabilizar avanços sustentáveis na produção agrícola, por meio da adoção de tecnologias alternativas orientadas pela filosofia da preservação ambiental e da justiça social.  Na década de 1980, participou na elaboração da Lei dos Agrotóxicos do Rio Grande do Sul (Lei 7747/82). É coautora do livro Agropecuária sem veneno, tradutora dos livros Plantas doentes pelo uso de agrotóxicos – Teoria da trofobiose, de Francis Chaboussou; Agroecologia, de Stephen Gliessman, Nanotecnologia – Os riscos da tecnologia do futuro, do Grupo ETC; e Roleta genética – Riscos documentados dos alimentos transgênicos sobre a saúde, de Jeffrey Smith.

 

Deputados:

1. Marisa Formolo – Coordenadora – 98780821 – 32102540.

2. Silvana Covati – 3210.2710.

3. Adilson Troca – 3210.1545.

4. Dr. Bassegio – 3210.2561.

5. Maria José Guazeli – 054.3233.1550 - 048 3237.6468.

6. Livia Zimermann – 9958.8165 – 33327013.

7. Cíntia Barenho – 8162.3307.

 

 

 

 

Bom dia a todos e a todas. Saúdo as autoridades mencionadas pelo protocolo................

 

 

É com orgulho que conduzo mais uma outorga do Prêmio Pioneiras da Ecologia - Hilda E. Wrasse Zimmermman, Magda Elisabeth Nygaard Renner e Giselda Castro. Com esta distinção, instituída em agosto de 2012 a partir de muito trabalho e muita articulação com os outros deputados, queremos fazer o reconhecimento público às pessoas e às instituições que se destacaram na realização de ações que contribuam para o fortalecimento da luta na defesa do meio ambiente sustentável, seja organizado em grupos ou associações, ou mesmo de forma individual.

 

Além de reconhecer publicamente as ações baseadas no princípio do cuidado que, somadas, vão influenciando a sociedade e resgatando a qualidade de vida, também tem a pretensão de homenagear as mulheres. O nome do prêmio, “Pioneiras da Ecologia no Rio Grande do Sul: Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner”, vem resgatar o papel histórico das três mulheres, que, junto com o ecologista José Lutzenberger, trabalharam de forma incansável e fundaram a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), uma das entidades ambientalistas mais antigas do país. A deputada também relacionou o papel de vanguarda das lutadoras nas campanhas de proteção de parques, preservação dos rios e na coleta seletiva. A violência contra as mulheres também está no ato do não reconhecimento de suas lutas e o troféu se traduz nesse reconhecimento pela atuação no campo socioambiental.

 

Na primeira edição do prêmio, os homens resistiram em se inscrever. Diante do nome feminino dado à distinção, ficaram constrangidos, mas já nesta edição eles foram a maioria, com sete homens, seis mulheres e 13 instituições. Como diz Leonardo Boff “homens e mulheres foram postos em justaposição e em subordinação, como se não vigorassem relações de reciprocidade entre eles. […] Esta leitura dualista empobreceu nossa experiência da realidade, nos fez seres desenraizados, sem sentido de pertença a um Todo maior....temos que mudar nosso olhar”.

 

Boff nos diz ainda que é preciso superar a visão antropocêntrica, que coloca os seres humanos fora da natureza, como se nós não fossemos parte dela. A Terra não aguenta mais uma presença humana agressiva e destruidora. A drástica diminuição da biodiversidade, das águas, das florestas e da fertilidade do solo comprova que este modelo de habitar o planeta é insustentável e coloca em risco nosso futuro comum. Urge uma nova relação com a Terra. E este prêmio tem um pouco o papel de nos lembrar das nossas responsabilidades com a Mãe Terra.

 

Precisamos sair da condição de seres “acima da natureza” e nos reconhecermos como uma comunidade de vida, como os demais seres vivos do planeta. Boff nos ensina que o “individualismo e a competição são hostis à lógica da natureza e da vida humana, pois ambas são fundadas sobre a cooperação e a interdependência entre todos”.

 

Um planeta limitado não suporta um projeto ilimitado. A sustentabilidade não acontece mecanicamente. Ela é fruto de um processo complexo que envolve, entre outros fatores, a educação. O Rio Grande do Sul tem sido vanguarda, em ações de educação ambiental, lutas contra empreendimentos poluidores, feiras e projetos de agricultura ecológica, legislações e políticas ambientais e a criação de espaços de gestão pública no âmbito da questão ecológica.

A gestão do Prêmio “Pioneiras da Ecologia” pela Atuação para a Sustentabilidade Socioambiental está sob a responsabilidade da Mesa Diretora da Assembleia e da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Casa. E neste ano a comissão julgadora enfrentou dificuldades para escolher entre os trabalhos inscritos, dada a qualidade de cada um. Isso nos serve de alento à medida em que percebemos que há sim muitas pessoas preocupadas em preservar o meio ambiente e em fazer deste um mundo melhor.

 




O prêmio oferecido reconhece e valoriza todo trabalho do movimento ecológico gaúcho representado em Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner, pioneiras na luta ecológica do estado. Estas mulheres dedicaram sua vida à defesa do meio ambiente, com bandeiras que permanecem atuais, como, a luta contra os agrotóxicos, pela criação e efetivação de Parques Naturais, pelo desarmamento nuclear, por coleta seletiva, pela institucionalização de leis e políticas públicas ambientais.

Em janeiro deixo o parlamento gaúcho com a certeza de ter contribuído para essa luta. Deixo aprovadas a lei da Alimentação Saudável, a Lei dos Coletivos de Trabalho e continuaremos lutando, em outras frentes, por um mundo melhor, com alimentos de qualidade para todos, com uma produção sustentável e renovável, com mais justiça social e igualdade de oportunidades para todos. Continuaremos enfrentado o poder econômico e buscando aliados para ver aprovado no próximo ano meu projeto de lei que torna obrigatória a divulgação da utilização de agrotóxico nos alimentos produzidos no Rio Grande do Sul, garantindo assim o direito do consumidor saber se está levando para casa alimento com ou sem veneno.

 

Enfim, continuaremos nos dedicando à luta para implementação de um novo modelo de produção, que não envenene nem as pessoas nem a terra, tampouco os nossos recursos hídricos. Sabemos que o processo é complexo e envolve, entre outros fatores, a educação profissional e ambiental. Temos um longo caminho a percorrer, por isso a luta continua.

 

Contem comigo. Meu forte abraço.

 

 

 

 

 

 

         Compromisso do mandato da Deputada Marisa Formolo  com o      tema da           agroecologia e defesa do meio ambiente.

 

 

                É autora da Lei 13845 – 13/12/2011 que assegura alimentação saudável e adequada para todos os usuários de serviços públicos e acolhidos em instituições de internação;

 

 

            Apresentou a Resolução 3.096/12 – Prêmio Pioneiras da Ecologia - aprovada por unanimidade, a qual establece que, apartir de 2013, esta Casa estará oferecendo a pessoas e entidades, o Prêmio de Reconhecimento pela atuação para a Sustentabilidade Socioambiental, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul;

 

 

            É autora do PL 99/2013 –  que estabelece a obrigatoriedade de indicação expressa sobre o uso de agrotóxicos nos produtos alimentares comercializados no Rio Grande do Sul e do PL 290/2013 - dispõe sobre a Política Estadual de Apoio à produção do Bambu, ambos  tramitando na CCJ para aprovação;

 

 

            É coordenadora da Frente Parlamentar em defesa da Agricultura Ecológica, instalada nesta casa no dia 23 de outubro de 2013;

 

 

         Foi presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente nos anos de 2011 e 2012, onde promoveu um grande número de debates, audiências públicas, seminários  e produziu vários cadernos de estudo e formação sobre o tema da agroecologia, entre outros, Princípios Básicos da Agricultura Ecológica e Manual Simplificado de Compras Institucionais de Produtos da Agricultura Familiar Ecológica.

 

 

Assembleia realiza a outorga do Prêmio Pioneiras da Ecologia

 

Distinção, instituída por iniciativa da deputada Marisa Formolo, foi concedida a pessoas e instituições na manhã desta quarta-feira

 

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por meio da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, realizou na manhã desta quarta-feira (3), no Salão Júlio de Castilhos, a cerimônia de entrega da segunda edição do Prêmio Pioneiras da Ecologia - Hilda Zimmermman, Magda Renner e Giselda Castro. A realização da distinção, de autoria da deputada Marisa Formolo (PT), tem como finalidade o reconhecimento público às pessoas e às instituições que se destacaram na realização de ações que contribuam para o fortalecimento da luta por um ambiente ecologicamente correto.

“A preservação ambiental é indispensável a todos e fazer política não é um ato meramente partidário, é também um ato humano”, salientou a deputada Marisa Formolo (PT), autora do projeto de lei que instituiu em 2012 o prêmio, que tem como objetivo reconhecer publicamente as pessoas e instituições que se destacaram na realização de ações que contribuam para o fortalecimento da luta pelo ambiente ecologicamente correto. “Não é fácil enfrentar as corporações que produzem agrotóxicos e eu estou sentindo isso na pele com meu Projeto de Lei 99, que torna obrigatória a rotulagem dos alimentos produzidos com veneno. Estão fazendo de tudo para não aprová-lo”, acrescentou.

Na categoria individual, foram premiados Juarez Rignez, produtor de orgânicos do município de Ipê, pela sua atuação no meio rural; Flávia Travassos Cunha, da Rádio Verde, como ativista política; e Rita Maria Heck, pelo seu projeto do uso de plantas medicinais e práticas populares de saúde nas escolas do município de Pelotas. “Elas foram uma inspiração para mim”, declarou Flávia, em relação às ecologistas que dão nome ao prêmio. Ela falou em nome dos agraciados e destacou o pioneirismo dessas mulheres. “A questão ambiental é de saúde pública. Só quando as pessoas se derem conta disso, é que o tema vai despertar o interesse de todos.”

Na categoria Institucional, o Banrisul recebeu o prêmio como organização socioeconômica, pelo seu projeto de incentivo à agricultura de base ecológica e estratégias de desenvolvimento rural sustentável. A Fundação de Integração Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado, de Ijuí, foi agraciada pelo seu projeto de rádio, como agente de geração e acesso ao conhecimento. E a Agroindústria Carraro, de Monte Alegre dos Campos, foi premiada enquanto cadeia produtiva pela produção de alimentos orgânicos.

Todos os participantes receberam certificados. Ao final da cerimônia, foram servidos produtos agroecológicos produzidos pelos próprios premiados.